Saiba tudo sobre a placa preta automotiva

conheça a identificação de colecionador para carros antigos

Por: Redação

Se você já viu um carro com placa preta rodando pelas ruas e avenidas, pode ter certeza de ao menos uma coisa: o dono teve que cuidar dele com muito carinho e percorrer um longo caminho até receber a autorização dos órgãos competentes para, enfim, mostrar ao mundo que é um colecionador de carros antigos.

Sinal de status entre os gearheads, a placa preta chegou a ter sua continuidade ameaçada após a implementação do modelo Mercosul no país. E não apenas pelo sistema padronizado adotado nos países do grupo, que obrigou o Brasil a trocar um número por uma letra na sinalização. O problema é que a placa preta, acreditem, deixou de ser preta.

Implantado oficialmente em fevereiro de 2020, o “padrão Mercosul” obrigou os proprietários de carros com placa preta, ou seja, que se encaixavam na identificação de colecionador para carros antigos, a adotar os modelos novos. E as placas padronizadas eram tudo, exceto pretas. Elas tinham a cor branca ao fundo, e as letras eram prateadas. Essa combinação deixava as placas muito parecidas com as usadas em carros “comuns”.

Placa preta ficou “morta” por mais de um ano

A confusão em torno da nova orientação gerou polêmica, e a placa preta, principal identificação para quem era colecionador de carros antigos, ficou “morta” por mais de um ano. Em dezembro de 2021, no entanto, uma determinação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) foi publicada no Diário Oficial da União e fez os gearheads voltarem a sorrir.

O órgão aprovou a volta da placa preta (agora preta MESMO), devidamente enquadrada às regulamentações e diretrizes estabelecidas pelo Mercosul. Os emplacamentos com a nova identificação foram liberados a partir do dia 1º de junho de 2022, ou seja, seis meses após a publicação no Diário Oficial da União, período em que os fornecedores e órgãos de trânsito puderam se adequar às mudanças estéticas.

A nova placa preta, que já pode ser usada como identificação para quem é colecionador de carros antigos, precisa seguir o modelo padrão Mercosul. Isso significa que ela é formada, obrigatoriamente, por quatro letras e três números (na cor branca), tarja superior na cor azul e, claro, estar em um carro que atende às especificações prévias para ter o privilégio de ser equipado com ela.

Os carros brasileiros, ao menos por enquanto, não têm autorização para rodar com a placa preta fora do país. Segundo Frederico Carneiro, secretário nacional de Trânsito do Ministério da Infraestrutura, no entanto, a situação pode mudar em breve. O desejo dele é liberar a circulação nos países membros do Mercosul, pois a placa preta “valoriza, marca e sela o veículo de coleção, o veículo antigo”.

Exemplos de carros “modificados”

De acordo com a resolução 957/2022 do Contran, há algumas modificações que o pleiteante a entrar no grupo de carros com a identificação de colecionador para carros antigos, ou seja, elegíveis para desfilar com a placa preta por aí, deve seguir. Agora, segundo a lei, carros de coleção “são aqueles fabricados há mais de 30 anos, originais ou modificados, que possuem valor histórico próprio”.

Para ser considerado um carro original, ele precisa obter 80 ou mais pontos, de um total de 100, na avaliação sobre as características de fabricação. Os modificados, por sua vez, são os que alteram a originalidade de acordo com as regulamentações determinadas pelo Contran. Essa classificação é aplicada, por exemplo, a picapes transformadas em cabine dupla, carros convertidos em limusines, buggys ou viaturas.

 

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