O que é a CNH categoria E?
A CNH E é a última categoria da carteira nacional de habilitação brasileira e permite aos motoristas dirigir quase todos os veículos automotores.
Com ela, é permitido conduzir os veículos pertencentes às CNHs B, C e D, assim como aqueles com unidades acopladas que excedam seis toneladas, tais como carretas, caminhões com reboques e semirreboques articulados.
No entanto, você deve ter reparado que a carteira de habilitação E não permite ao motorista dirigir os veículos da categoria A, como por exemplo as motocicletas.
Abaixo a gente te explica quais veículos é possível dirigir em cada categoria da CNH.
O que posso dirigir em cada categoria da CNH?
No Brasil, são cinco as categorias presentes na Carteira Nacional de Habilitação:
CNH A – Condutor de veículo motorizado de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral, com mais que 50 de cilindrada;
CNH B – Condutor de veículos de quatro rodas, com até 3,5 toneladas de peso bruto total e capacidade para até oito passageiros, além do motorista – nessa categoria ainda é permitido acoplar reboques e semirreboques, desde que não ultrapasse o peso ou lotação máximos.
CNH C– Na CNH C, os motoristas podem dirigir todos os tipos de automóveis da categoria B, e também os veículos de carga, com mais de 3,5 toneladas de peso bruto total, como caminhões, tratores, máquinas agrícolas e de movimentação de carga;
CNH D – Com a CNH D é permitido conduzir veículos para o transporte de passageiros que acomodam mais de 8 passageiros, como ônibus, microônibus, vans e todos os outros veículos permitidos nas categorias B e C;
CNH E – Esta categoria permite ao motorista conduzir todos os veículos pertencentes às CNHs B, C e D, assim como aqueles com unidades acopladas que excedam seis toneladas – carretas, caminhões com reboques e semirreboques articulados.
Quais veículos posso dirigir com a CNH categoria E?
Conforme comentamos acima, com a CNH E é permitido conduzir todos os veículos da categoria B, C e D, além daqueles que possuem unidades acopladas com mais de seis toneladas.
Mas, na prática, o que isso significa? Quais veículos do dia a dia posso dirigir?
De modo geral, é permitido dirigir a grande maioria dos veículos presentes no Brasil, com exclusão dos motorizados de duas ou três rodas, com com mais de 50 cilindradas, como motos, triciclos e motocicletas.
Ou seja, com a categoria E, você pode:
- Dirigir carros de passeio;
- Conduzir todos os veículos que fazem parte do grupo dos caminhões, sendo eles articulados ou não – carretas, trens, bondes, locomotivas a vapor, tratores, máquinas agrícolas e de movimentação de carga;
- Veículos de transporte de passageiros com mais de oito pessoas, como ônibus, micro-ônibus e vans.
Para que serve a categoria E?
Por mais que a CNH E permite dirigir todos os veículos das categorias B, C e D, ela costuma ser procurada por pessoas que já trabalham ou querem trabalhar com atividades de logística, principalmente na condução de veículos.
E para os apaixonados por direção, ter uma carteira de habilitação categoria E é chegar ao nível máximo de preparo e certificação para dirigir.
Porém, para tirar a categoria E da CNH é necessário cumprir com alguns requisitos.
O que é necessário para tirar a CNH categoria E?
Para poder dar entrada no processo de tirar a CNH E, o motorista deve:
- Ter pelo menos 21 anos;
- Experiência mínima de 1 ano com a CNH C ou D;
- Não ter levado multa por infração grave ou gravíssima e não ser reincidente em multa por infração média nos últimos 12 meses;
Além disso, durante o processo para tirar a habilitação E, o candidato precisa cumprir com duas etapas principais:
1. Fazer os exames toxicológico e de aptidão física e mental;
2. Realizar as aulas e a prova prática de direção.
Mas fique tranquilo, falaremos melhor dessas duas etapas um pouco mais adiante.
Quanto tempo demora para adicionar CNH E?
Assim como em qualquer processo tradicional de habilitação, o tempo máximo para adição da CNH E é de 12 meses.
O motorista, no entanto, consegue agilizar bastante esse prazo, basta fechar as aulas em um CFC (Centro de Formação de Condutores), também conhecido como autoescola, realizar os exames e pagar a taxa do DETRAN. Com isso, pode-se dizer que é possível realizar todo o processo para tirar a CNH E em mais ou menos três meses.
Como tirar a CNH categoria E? Passo a passo
Se você cumpre com todos os requisitos necessários para tirar a CNH E, aqueles explicados acima, já pode dar início ao processo, composto pelas seguintes etapas:
1) Escolha de um CFC
A dica aqui é ficar de olho para fechar com uma autoescola certificada pelo Detran.
Se você não for de São Paulo, basta entrar no site do Detran do seu estado e pesquisar por “Centros de Formação de Condutores credenciados”.
Assim que escolher uma autoescola, pergunte a eles quais documentos você precisa apresentar. Normalmente eles pedem:
· A Carteira Nacional de Habilitação ou RG , CPF do condutor – original e uma cópia simples;
· Comprovante de endereço – emitido nos últimos três meses
2) Realização dos exames
Segundo a Lei Federal 13.103, de 2 de março de 2015, o motorista precisa realizar os exames toxicológico e de aptidão física e mental para tirar a CNH E.
Eles são feitos em clínicas médicas credenciadas. O próprio CFC que você contratou pode te indicar alguns lugares de confiança para realizar os procedimentos.
O exame toxicológico, necessário apenas para motoristas habilitados na CNHs C, D ou E, possui validade de 2 anos e meio e deve ser repetido por todos os motoristas que exercem atividade remunerada e com menos de 70 anos, de acordo com a Lei Federal 14.071.
3) Fazer as aulas práticas
São no mínimo 20 horas de aula prática oferecidas pela autoescola. Caso o motorista não se sinta confiante ou precise de mais horas de treinamento, basta solicitar junto ao CFC.
4) Chegou a hora da prova prática de direção veicular
O último passo para adicionar a categoria E na sua CNH é realizar a prova prática.
Nós aconselhamos que você busque se informar bastante a respeito dos critérios utilizados durante a avaliação.
Desta forma, você tem maiores chances de passar na prova de primeira e evitar outros custos para repetir o exame.